Londrina · Paraná · desde 1976

Cinquenta anos
sem parar
de tocar

O Clube do Choro mais antigo do Brasil em atividades ininterruptas. Mais de sete mil rodas em meio século — e a próxima é no seu evento.

50 Anos de atividade
7.000 Rodas realizadas
7 Regionais na cidade
1.º Do Brasil em atividades ininterruptas
01 — Quem somos

Um gênero urbano que virou patrimônio de Londrina

Em 30 de março de 1976, no último andar do Edifício Júlio Fuganti, no coração de Londrina, um grupo de entusiastas resolveu dar nome ao que já acontecia havia duas décadas. Jornalistas, médicos, advogados e músicos — amadores e profissionais — fundaram o Clube do Choro de Londrina.

A semente era mais antiga: em 1952 chegava à cidade Frederico Bellinato, o Cabeção, bandolinista que aprendia discos inteiros de ouvido. Entre 1964 e 1973 o grupo tocou ao vivo aos domingos no programa Musical da Saudade, da TV Coroados, recebendo Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Ademilde Fonseca e Orlando Silva.

Há 50 anos éramos 7 chorões na cidade. Hoje somos 7 regionais. Nosso desejo é que sejamos setenta, setecentos, sete mil… Clube do Choro de Londrina

Desde então, o Clube nunca cessou as atividades. Sobreviveu ao incêndio que em 1977 queimou os arquivos da TV, à dissolução dos anos 70, à travessia do milênio. Hoje é Patrimônio Histórico e Imaterial de Londrina e mantém rodas semanais em bares, teatros e quintais da cidade.

Fotografia emoldurada dos pioneiros do Clube do Choro de Londrina nos estúdios da TV Coroados
Os pioneiros · TV Coroados Cabeção (bandolim), Gaúcho (cavaquinho), Juliano de Mari (acordeon), Albertino (violão sete), Robertão (violão seis), Ditinho (pandeiro) e Chiquinho (violino).

Meio século,
marco a marco

De uma clareira em 1929 ao palco do Ouro Verde em 2026.

Fotografia de 1929 com homens numa clareira, um deles segurando cavaquinho
1929

Um cavaquinho na clareira

A primeira fotografia conhecida com um cavaquinho na região — antes mesmo de Londrina ser emancipada. Os dois mateiros à esquerda, um com o cavaquinho e o outro com uma corneta, nunca foram identificados. Na extrema direita, Spartaco Bambi, primeiro topógrafo da região.

O som

Bandolim, cavaquinho, violão de sete cordas, pandeiro e sopros. Do estúdio ao palco grande, da roda ao samba.

Gêneros primos

Choro e samba, na mesma roda

Três sambas de Adoniran Barbosa gravados pelo Clube — com voz, arranjo e captação de estúdio. Choro e samba são gêneros primos: o choro nasceu no Rio por volta de 1870, o samba chegou ao disco quase meio século depois. O Clube toca os dois com o mesmo cuidado.

Samba do Arnesto Adoniran Barbosa — voz, sopros e regional
Trem das Onze Adoniran Barbosa — gravado à luz de velas
Tiro ao Álvaro Adoniran Barbosa — na varanda, com voz e cavaquinho
Um mestre na casa

Charles da Flauta

Um dos grandes flautistas do choro brasileiro viveu em Londrina entre 2015 e 2018, ajudou a formar a Oficina de Choro e deixou uma filha londrinense. Duas composições dele gravadas com o Clube: o videoclipe Castanheira e Princesa, ao vivo no Sesc Cadeião, com o próprio Charles solando.

Castanheira Videoclipe — composição de Charles da Flauta
Princesa Ao vivo no Sesc Cadeião — Charles da Flauta solando com o Clube
Apresentações completas

Grandes palcos

Concertos gravados do início ao fim, no canal do Clube — o Jubileu de Ouro no palco do Cine Teatro Ouro Verde.

Show completo · Jubileu de Ouro O concerto dos 50 anos, do início ao fim
Um a Zero Pixinguinha, pela orquestra popular no Ouro Verde
Saudades de Londrina Composição de Alberto Barroso, do disco de 2002
Um Chorinho em Cochabamba Composição de Eduardo Neves e Rogério Caetano — o regional no palco

Canal no YouTube ↗

Sem edição

Direto da roda

Celular na mão e o som do salão junto: é assim que uma roda do Clube soa numa noite qualquer. Vídeos curtos, do Instagram.

Jardim Botânico Festa da Poesia — percussão, viola e acordeon ao ar livre
Improvisação Uma das características principais do choro — na roda do Clube
Entre as mesas, no Villa Fontana O regional completo — com a conversa do salão no fundo

Ver tudo no Instagram ↗

Com quem
já tocamos

Improvisar ao lado de quem faz o choro do Brasil hoje é o teste de qualquer regional. O Clube passa nele há décadas — em palco, em roda e em estúdio.

Maxixe Acebolado Eduardo Neves toca pela segunda vez com o Clube — desta vez em Londrina
Rastapé no Chaparral Composição de Eduardo Neves, com Cilas Rocha (acordeon) e Zé do Tenor (saxofone)
Osório Perez ao lado do bandolinista Hamilton de Holanda
Hamilton de Holanda O Clube abriu o show do bandolinista em Maringá. Ao lado, Osório Perez.
Roda de choro vista pela janela de um bar, com o clarinetista Alexandre Ribeiro ao fundo
Alexandre Ribeiro na roda O clarinetista, ao fundo, numa roda em Londrina — vista da calçada.
Na roda, no palco ou no estúdio
Eduardo NevesSax · flauta
Silvério PontesTrompete
Everson MoraesTrombone
Rogério CaetanoViolão 7 cordas
Charles da FlautaFlauta
Hamilton de HolandaBandolim · abertura de show
Alexandre RibeiroClarinete
Escola Brasileira de Choro Raphael RabelloBrasília · Oficina de Choro

E em 1977, como anfitrião do 1.º Encontro Nacional do Choro, o Clube recebeu em Londrina Paulinho da Viola, Paulo Moura, Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca e o Conjunto Época de Ouro.

Onde nos
encontrar

O Clube mantém rodas semanais em bares e espaços culturais da cidade. Todas abertas — chorão que chega com instrumento senta na roda.

Sextas

Jóia Cozinha & Boemia

Rua João Cândido, 333 — Centro antigo
A partir das 19h30

Entrada gratuita
Domingos

Empório Sumatra

Avenida Juscelino Kubitschek, 3.255
Domingos quinzenais, a partir do meio-dia

Quinzenal

↗ A agenda muda conforme a temporada e os festivais da cidade. A programação atualizada sai sempre primeiro no Instagram do Clube.

Sete regionais ativos em Londrina
Osório Perez sorrindo, de gorro branco e camisa estampada, tocando violão numa roda
Direção artística

Osório Perez

Violão de sete cordas do Clube, coordenador e voz pública do choro em Londrina.

É dele o baixaria que sustenta a roda — o mesmo instrumento que abriu Um Chorinho pra Você no palco do Ouro Verde, sugado da gravação de Paulo Moura e Raphael Rabello. Nos últimos anos, Osório assumiu o papel de articular o Clube com o Festival Internacional de Música, com a imprensa da cidade e com a nova geração formada na Oficina de Choro.

Quando fala do grupo, insiste num ponto: a roda é de todos. Nas oficinas gratuitas, o recado é o mesmo — quem quiser aprender, chega.

Violão 7 cordas Coordenação Direção artística Oficina de Choro
Julho de 2023

Clube do Choro
na Europa

Um trio do Clube atravessou o Atlântico e levou Pixinguinha, Jacob e Ernesto Nazareth para praças, gramados e teatros de três países.

🇮🇹 Itália🇫🇷 França🇬🇧 Inglaterra

Entre 10 e 16 de julho, o Clube integrou a programação do festival de teatro F.L.I.P.T., em Fara in Sabina, no Lazio — a convite do Teatro Potlach, sob direção de Pino di Buduo, dentro do projeto Città Invisibili. De 17 a 28, seguiu por França e Inglaterra.

E o que quase ninguém faz: além de Pixinguinha e Nazareth, o trio levou para a Europa música de autores londrinenses — composições de Fred Henning e Camila Taari.

Tarde de seresta em Farfa 🇮🇹 Farfa · Fara in Sabina, Lazio
Um Odeon no gramado 🇬🇧 Londres — Ernesto Nazareth ao ar livre
O trio do Clube do Choro tocando no Teatro Potlach, na Itália, com a bandeira do Brasil ao fundo
Teatro Potlach · Fara in Sabina Flauta, voz e violão de sete cordas na programação do Città Invisibili, sob direção de Pino di Buduo. Registro da fotógrafa iraniana Sayna Ghaderi.

Acervo

Quintais, botecos, estúdios de TV e teatros. Meio século de fotografia guardada por quem tocou.

Chorões reunidos em torno de mesas nos estúdios da TV Coroados, anos 1960
Anos 1960 · TV CoroadosUma das primeiras emissoras do interior do Brasil. Moreno tocou com Carmen Miranda; Cabeção, com o Garoto.
Primeiro regional exclusivamente de mulheres de Londrina, final dos anos 1970
Fim dos anos 70O primeiro regional só de mulheres da cidade, com a flautista Hylea Ferraz.
Roda de choro em quintal residencial, registro colorido antigo
Quintal dos ZamarianoTodo 7 de setembro, durante 48 anos, na saudosa Vila Casoni.
Chorões tocando bandolim e violão em roda caseira
Dona Ruth ZamarianoViúva de Paulo Zamariano, recebia as rodas quase todo fim de semana.
Roda de choro no Bar do Paulista na virada do milênio: violões, flauta e a moçada em volta da mesa
Virada do milênioBar do Paulista: a velha guarda e a moçada na mesma roda.
Programa impresso do show Reminiscências, apresentado em Goiânia em 1992
Goiânia, 1992Programa do show Reminiscências, no Cliff Piano Bar.
Coluna Aqui TV da Folha de Londrina, 1964
Folha de Londrina, 1964O registro público mais antigo dos chorões londrinenses.
Reportagem de jornal sobre os 35 anos do Clube do Choro
Clube na imprensa“Um dos melhores e mais antigos de todo o Brasil.”
Público toma a rua durante roda de choro na Vila Casoni
Vila CasoniA rua Caraíbas lotada: o bairro mais antigo da cidade, reduto de chorões desde sempre.
Roda de choro em preto e branco no Jóia Cozinha e Boemia
Jóia Cozinha & BoemiaUm pé no Rio de Pixinguinha, outro na Buenos Aires portenha.
Aquarela retratando uma roda de choro, feita pelos Urban Sketchers Londrina
AquarelaAs rodas já foram pintadas por profissionais, amadores e crianças do Urban Sketchers.
Osório Perez de terno preto, chapéu de palha, bengala e cachimbo, diante de uma porta de madeira
A caminho da rodaOsório Perez, chapéu de palha e bengala, na porta de um móvel usado.
Plateia aplaudindo no Cine Teatro Ouro Verde
Ouro Verde, 2026Ingressos esgotados e todas as poltronas ocupadas no Jubileu de Ouro.

Quem andou
junto

Empresas, casas e festivais que abriram as portas para o choro em mais de cinquenta anos de atividade — em Londrina, no Brasil e fora dele.

Regional do Clube do Choro tocando em volta de uma mesa de restaurante: contrabaixo, violão, cavaquinho, pandeiro, tuba e trompete
A roda em volta da mesa

Contrabaixo, violão, cavaquinho, pandeiro, sopros — e quem estiver por perto. É assim que o Clube do Choro ocupa um salão.

Bodas · casamentos · aniversários · eventos culturais

Leve o choro
para a sua festa

Do regional de cinco músicos à orquestra popular completa. Já tocamos em casamentos, batizados, feijoadas, churrascarias, museus e teatros — circulando entre as mesas ou no palco.